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Valarauko (Aos seus ouvidos)

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Um conto por Fabio Paiva Reis, inspirado no mundo de J. R. R. Tolkien.


E ste conto, “Valarauko (Aos seus ouvidos)”, foi ganhador do Concurso Runas de Daeron, feito pelo Conselho Branco – Sociedade Tolkien — entidade sem fins lucrativos criada para estudar e divulgar a obra fantástica do escritor, professor e filólogo J.R.R. Tolkien.

 Foi publicado na edição 22 do informativo do Conselho, O Palantir, de 2012. Como um grande fã, é uma honra para mim. O conto acompanha as conversas de um Balrog com o elfo Fëanor. Na mitologia criada por Tolkien em O Silmarillion, Fëanor se rebelou contra os deuses e, após sua morte, seu espírito amaldiçoado se recolheu nos salões de Mandos e nunca mais retornou para seus familiares. O Balrog (também conhecido como Valarauko) resolve contar sua história, desde a origem do mundo, para o elfo, pois acha que ela fará a diferença em sua vida. O texto segue abaixo na íntegra.


 
"A história que agora chega aos teus ouvidos, Fëanor, Espírito de Fogo”, comecei eu a falar com o incompreendido elfo, “não é uma lenda, mas principiou muitas eras antes de ter início o teu papel nesse mundo, e chegou ao fim, de certa maneira, eras após o teu recolhimento aos Salões de Mandos, de onde tu te recusas a sair para conversar com teus antigos parentes e amigos”.

Fëanor seguia na impassibilidade eterna que havia assumido logo ao retornar para Aman, após sua histórica morte numa luta contra diversos Valaraukar, entre os quais eu me encontrava. Sentado, de pernas cruzadas e de cabeça erguida, ele mantinha os olhos fechados.

“Conto-te isso”, prossegui, “porque sei que, aí sentado, ainda me escutas; e porque teus ouvidos ainda funcionam, mesmo que desejes o contrário. Acredito que esta história não seja longa, e a eternidade que nos aguarda me impede de aceitar que não terei tempo de terminá-la; pelo que me foi revelado após chegar ao fim o meu papel na História de Arda, Eru não está tão próximo de retornar. Assim, nosso tempo em Aman ainda é indeterminado e, mesmo que tu não olhes para mim, estarei a teu lado, contando-te uma história que pode te iluminar e reacender o fogo de teu espírito. De muitas maneiras esse fogo se assemelha ao meu, e ainda há muito que podes fazer.

“Durante a construção de Arda, ajudei os Valar por muitas eras, mas o poder de Melkor e suas palavras sujas falavam alto aos espíritos de fogo e, como muitos outros, fui atraído por suas mentiras e por seu desejo pela Luz. Assim, fui um de seus espiões entre os Valar, pois naquela época eu ainda podia abandonar a horrenda forma que assumi posteriormente. Não traí por maldade, pois amava os Poderes de Arda; mas pelo controle que Melkor era capaz de exercer sobre mim, mesmo enquanto virava suas costas para a Luz e procurava as trevas. Por muito tempo lamentei não conseguir abandoná-lo e viver no Oeste, ao lado de Arien, que agora é inalcançável.

“O Senhor do Escuro foi o primeiro a encontrar os elfos nas praias escuras da Terra-Média” disse eu para Fëanor, referindo-me aos filhos primogênitos de Eru. “Na época, ele havia criado a fortaleza de Utumno e nós, os Valaraukar, a habitávamos. Foi então que assumimos nossos chicotes de fogo, açoites terríveis que representavam nossa corrupção e com os quais aterrorizávamos tudo o que víamos. Nós não éramos os únicos ao seu lado, pois muitos monstros ele criou e diversos outros espíritos carregou consigo através de palavras poderosas, para ocupar também a fortaleza de Angband.

“Em Angband vivemos até que, certo dia, ouvimos um assustador grito de terror e desespero. Melkor estava de volta à Terra-Média e trazia consigo as Silmarils. Tuas Silmarils”. Dessa vez esperei alguma reação de meu silencioso ouvinte, mas nem a menção às fatídicas gemas o fez mexer-se ou abrir os olhos. Então, continuei.

“Partimos de Angband como uma tempestade de fogo, pois durante a ausência de nosso senhor perdemos a capacidade de mudar de forma: a crueldade reinaria sobre nós para sempre. E foi com essa crueldade que chegamos a Lammoth — como foi chamado aquele lugar, a partir de então — e espantamos a escuridão, a macabra Ungoliant.

 

“Foi após esses acontecimentos que os primogênitos de Ilúvatar retornaram das Terras Imortais, seguindo teus próprios passos, Fëanor. E tu e teus filhos desnortearam o próprio Morgoth, destruindo um exército cujo objetivo era tomar toda Beleriand, que já não existe. Mas teu espírito de fogo, assim como o meu, te fez imprudente. Tua ira te enganou, não te permitiu ver o momento em que eras cercado por Balrogs. Podes não te lembrar, pois nunca ouviste minha voz e minha forma hoje é outra — mas era de meu chicote que te defendias no momento em que Gothmog, o terrível, te derrubou”.

Nesse momento, foi possível sentir a ira daquele elfo; seus nervos e músculos ficaram claramente tensos. Sua morte, tantas eras atrás, ainda o incomodava. E mesmo depois de tanto tempo, eu ainda me lembro de nossa retirada após a chegada de seus filhos. Ele ainda respirava. Agora, aqui à minha frente, o tempo que fiquei em silêncio fez com que ele voltasse a se acalmar, e sua aparência voltava ao normal.

“Naquela era tivemos a Batalha das Chamas Repentinas, que levou à morte gloriosa de teu meio-irmão Fingolfin. Ele encarou Morgoth frente a frente e o fez manco. Além dele, Angrod e Aegnor, filhos de Finarfin, e inúmeros outros eldar nunca mais retornaram a Beleriand.

“Aquela foi uma dura batalha para todos os elfos”. Parei novamente, olhando para Fëanor e pensando que sua morte prematura o poupara de assistir o sofrimento de sua família. Não sabia dizer se ele se importava com os outros, mas queria acreditar que sim. “Depois disso, ficamos muito tempo nas profundezas de Angband, pois os primogênitos já não encaravam o Mal de frente, enquanto os homens, após grandes bravuras na última grande batalha, ganharam preferência nas maldades maquinadas por Melkor.

Mas foi da união de dois filhos de Eru que veio minha próxima participação na história do mundo. Pois eu estava no grande salão quando Beren e Lúthien fizeram a Coroa de Ferro cair da cabeça de um inimigo adormecido e roubaram uma das Silmarils”. Não achei que isso interessaria a Fëanor, mas ainda me lembro de fitar toda a beleza da filha de Melian antes de meus olhos se fecharem — beleza que não mais verei antes do fim de tudo, pois ela acompanhou Beren no Destino dos Homens.

 


 

“Contudo, aquele não foi o fim da promessa de teus filhos e seguidores, Fëanor, pois o desejo de Maedhros pelas outras Silmarils trouxe apenas mais morte entre os elfos. O Maneta, como Beren ficou conhecido, assim como teus filhos, levou grandes exércitos para derrotar Angband. Até mesmo Turgon saiu de Gondolin, o reino oculto. Porém, quando a vitória dos exércitos dos elfos e dos homens parecia possível, surgiu não só a traição de Ulfgang e dos orientais, mas também Morgoth, no último momento, esvaziou seus porões e liberou todas as suas criaturas. Eu novamente acompanhei o Grande Lagarto e participei da chacina — nenhuma palavra pode narrar o que aconteceu naqueles dias. Mas quando Glaurung foi ferido por Azaghâl, acompanhamos Gothmog na luta contra Turgon e Húrin; eu vi quando o Rei dos Balrogs derrotou Fingon e a chama branca de seu espírito queimou através de seu elmo rachado.

“Com a queda de Gothmog pelas mãos de Ecthelion, soube que deveria partir ou morreria traindo minha própria natureza e meu criador. Minha oportunidade surgiu em breve, pois Ëarendil, com a Silmaril de Thingol, atravessou os mares intransponíveis e pediu perdão aos Valar para homens e elfos. Assim, unindo seus exércitos, os Poderes de Arda atravessaram o grande mar e derrotaram Morgoth de uma vez por todas.

“A Guerra da Ira foi unilateral, pois os exércitos do Senhor do Escuro não tiveram qualquer chance diante das hostes de Valinor. Quase todos os Balrogs pereceram ali e, quando eu deveria ter me entregado e me rendido aos Valar, fugi envergonhado para o leste, longe da beleza e do esplendor daquele exército que brilhava sob os raios do sol, meu antigo amor. Não posso te contar sobre a queda de Ancalagon, o poderoso dragão alado, pelas mãos de Eärendil, pois não estava lá — havia me escondido nas profundezas de Hithaeglir, as Montanhas Nebulosas. Minha decisão fora ali ficar até o fim dos tempos, e somente responder pelos meus atos na Última Canção.

“Mas soube, depois, que foi naquela batalha que tudo chegou ao fim para Morgoth. Depois de ser aprisionado, as Silmarils de sua coroa foram retiradas e guardadas por Eönwë.” Nessa hora, mais uma vez percebi o espírito de Feänor inflamar-se, pois ninguém ainda havia ousado contar a ele o destino de suas gemas tão preciosas. Mas ele podia imaginar o que estava por vir: sabia da morte de Mardhros e Maglor — seu juramento fora em vão. “Nada disso eu vi, e por muito tempo permaneci adormecido sob as Montanhas Nebulosas.

“Meu sono não alcançou o objetivo que eu pretendia, pois os anões cavaram fundo demais e Durin VI não descansou, em sua busca por mithril, até me despertar. Não podia aceitar ser desperto antes do fim dos tempos, porque minha vergonha era imensa e a ira do meu espírito de fogo queimou tudo ao redor. Estava decidido que meu papel neste mundo sempre seria cruel; e pouco restou dos anões daquela época, além de suas construções. Tempos depois eles retornaram confiantes e, enquanto orcs e goblins me deixavam descansar, os anões agitavam o silêncio da minha escolhida tumba.

“Não participei do fim de Balin, tão corajoso, mas poucos anos após sua morte chegou a minha salvação. Essa história deixarei para amanhã, pois apesar de não admitires, sinto ainda teu espírito queimar pela perda eterna das Silmarils. Descansa mais um dia”.

 

Quando deixei a sala em que Fëanor habita, sozinho, tive uma longa conversa com Námo, a quem me afeiçoei bastante após meu retorno para Aman. Ele não me oferece compaixão pelo que fiz em Arda, mas mostra-me como ainda hoje realizo os desígnios que Eru tinha para mim, desde o começo. Por causa dele acredito que posso alcançar mais fundo que os demais no espírito do destemido elfo; nunca desisto de mostrar às almas atormentadas que algumas coisas estão além dos nossos desejos.

Námo e eu fomos juntos a Valmar para pedir sabedoria, força e compreensão para o que me esperava no dia seguinte, porque ainda hoje a noite e a escuridão ofuscam o meu espírito, e a falta de Arien nunca deixou de incomodar meu coração. Lá, Vairë me confortou, dizendo que o dia seguinte já havia sido escrito eras atrás e os Valar e Eru estavam sempre comigo.

Meditei o resto da noite sem lua e esperei o amanhecer, que mais uma vez me trouxe esperança. Naquela manhã, Námo me saudou com um sorriso e se afastou. Entrei na sala que Fëanor tomou para si e ninguém mais se aproximou. Abandonei meu novo corpo e deixei meu espírito de fogo preencher a sala. Naquele momento, mais que em todos os outros, fui um Valarauko. E então, continuei minha história.

“Um dia, Fëanor, senti a força de um espírito antigo se aproximar das minas de Moria. Aquele era um Maia muito antigo e muito sábio, e eu o reconheci. Olórin era seu nome, e eu vi nele a minha salvação: não havia outra criatura capaz de pôr fim ao meu espírito na Terra-Média e, disposto a não deixar o destino me escapar, saí de meu descanso profundo e fui ao seu encontro no último salão de Moria.

“Ao perceber que seus companheiros voltavam e que não teriam chance de sobreviver a esse encontro, Olórin golpeou a ponte em que estávamos e me derrubou no abismo. Mas a queda não seria o suficiente para me destruir, e não pude deixá-lo escapar: puxei-o comigo para baixo.

“Quando chegamos ao fim, meu fogo se apagou e mais uma vez temi a fúria dos Valar e de Eru, mas durante a queda olhei Olórin nos olhos e sei que ele sentiu meu sofrimento, pois passou a se dedicar completamente ao meu fim, não com ódio, mas com a compreensão de quem sabe o que deve ser feito. Por sete dias eu fugi, com medo da decisão que eu mesmo havia tomado, e por sete dias meu ‘inimigo’ me perseguiu. Afinal, percebi que fugia porque havia um lugar e uma hora certa para tudo, e que meu companheiro não merecia ficar para sempre nas profundezas do mundo. Assim, subi longas escadarias, perdidas no tempo, para nos levar ao lugar mais alto possível. E foi ali, no pico de Zirak-zigil, que olhei Olórin novamente nos olhos, meu espírito de fogo novamente explodiu, abri o peito e abracei a morte.



 

Quando deixei a sala em que Fëanor habita, sozinho, tive uma longa conversa com Námo, a quem me afeiçoei bastante após meu retorno para Aman. Ele não me oferece compaixão pelo que fiz em Arda, mas mostra-me como ainda hoje realizo os desígnios que Eru tinha para mim, desde o começo. Por causa dele acredito que posso alcançar mais fundo que os demais no espírito do destemido elfo; nunca desisto de mostrar às almas atormentadas que algumas coisas estão além dos nossos desejos.

Námo e eu fomos juntos a Valmar para pedir sabedoria, força e compreensão para o que me esperava no dia seguinte, porque ainda hoje a noite e a escuridão ofuscam o meu espírito, e a falta de Arien nunca deixou de incomodar meu coração. Lá, Vairë me confortou, dizendo que o dia seguinte já havia sido escrito eras atrás e os Valar e Eru estavam sempre comigo.

Meditei o resto da noite sem lua e esperei o amanhecer, que mais uma vez me trouxe esperança. Naquela manhã, Námo me saudou com um sorriso e se afastou. Entrei na sala que Fëanor tomou para si e ninguém mais se aproximou. Abandonei meu novo corpo e deixei meu espírito de fogo preencher a sala. Naquele momento, mais que em todos os outros, fui um Valarauko. E então, continuei minha história.

“Um dia, Fëanor, senti a força de um espírito antigo se aproximar das minas de Moria. Aquele era um Maia muito antigo e muito sábio, e eu o reconheci. Olórin era seu nome, e eu vi nele a minha salvação: não havia outra criatura capaz de pôr fim ao meu espírito na Terra-Média e, disposto a não deixar o destino me escapar, saí de meu descanso profundo e fui ao seu encontro no último salão de Moria.

“Ao perceber que seus companheiros voltavam e que não teriam chance de sobreviver a esse encontro, Olórin golpeou a ponte em que estávamos e me derrubou no abismo. Mas a queda não seria o suficiente para me destruir, e não pude deixá-lo escapar: puxei-o comigo para baixo.

“Quando chegamos ao fim, meu fogo se apagou e mais uma vez temi a fúria dos Valar e de Eru, mas durante a queda olhei Olórin nos olhos e sei que ele sentiu meu sofrimento, pois passou a se dedicar completamente ao meu fim, não com ódio, mas com a compreensão de quem sabe o que deve ser feito. Por sete dias eu fugi, com medo da decisão que eu mesmo havia tomado, e por sete dias meu ‘inimigo’ me perseguiu. Afinal, percebi que fugia porque havia um lugar e uma hora certa para tudo, e que meu companheiro não merecia ficar para sempre nas profundezas do mundo. Assim, subi longas escadarias, perdidas no tempo, para nos levar ao lugar mais alto possível. E foi ali, no pico de Zirak-zigil, que olhei Olórin novamente nos olhos, meu espírito de fogo novamente explodiu, abri o peito e abracei a morte.

 

“A escuridão me dominou e me encheu de medo, mas logo abri os olhos, e estava em um lugar claro e calmo. Estava na torre de Oiolossë, e Manwë se encontrava a meu lado. Naquele dia, Eru falou através dele; eu me esqueci de muitas coisas que havia visto e me lembrei de muitas outras que havia esquecido. É aqui, Fëanor, que a história interessa a ti particularmente. Presta atenção.

“Pedi perdão a Eru por tudo o que havia feito em Eä, por ter contribuído para destruir o mundo que meu criador havia imaginado. Mas ele me disse: ‘Não peças perdão, Ainu, pois tu cumpriste teu papel. Saibas que, na Canção que criamos no início do mundo, cada um teve uma parte e, desde lá, teu destino estava escrito. Não temas mais a escuridão: agora tens muitas coisas a fazer para o bem de Arda’. Soube então que Olórin, que me libertou daquela forma cruel e me trouxe a redenção, deveria retornar para continuar sua missão, e pedi permissão para ser eu mesmo a levá-lo. Deixei-o novamente na Torre de Durin, onde caímos juntos. Meu espírito queimou suas roupas, mas seu corpo permaneceu intacto. Deixei-o apenas quando chegou Gwaihir, o Senhor das Águias, e o levou embora.

“Ao voltar, passei muitas horas na companhia de Manwë e dos outros Valar, e aprendi muitas coisas. Vê: fui cruel porque tive medo e cometi péssimas ações porque precisava cair antes de elevar meu espírito ao auge. Se não passasse por tudo o que passei, não teria hoje a compreensão da extensão do poder de Eru.

“Andando por Valmar, reconheci alguns com quem lutei nos velhos tempos, mas já não me envergonhava, pois tanto eu quanto eles sabíamos que cumpríamos nossos papéis”.

Nessa hora, voltei a controlar meu espírito, humildemente, e reassumi minha forma física. “Percebes então, Espírito de Fogo? Assim como eu tive o meu papel, tu também tiveste o teu. Se não fosse pelas tuas obras, Morgoth não teria se revelado. Tuas Silmarils levaram à derrota do Inimigo e algumas consequências dos teus atos estão relacionadas até mesmo ao recente fim de Sauron, tenente do antigo Senhor do Escuro. Já pagaste por esses atos e podes ainda fazer muitas coisas boas. Levanta-te, agora, e vem comigo receber Olórin e tua sobrinha Galadriel, que retornam após uma longa e árdua batalha. Chegou a hora de recomeçar tua vida”.

E, então, Fëanor abriu os olhos e sua glória mais uma vez iluminou as vastas planícies de Valinor.

Fabio
Fabio
Fabio Paiva Reis é historiador, doutor pela Universidade do Minho, em Portugal. Natural de Vitória, Espírito Santo, voltou para o Brasil em meados de 2013, quando começou a se dedicar a projetos pessoais. Escreveu “Beije-me em Barcelona”, seu primeiro romance, e foi premiado em um Edital do Funcultura 2016, da Secult-ES. Fotógrafo amador e nerd assumido, Fabio é casado com Thais, com quem tem duas lindas gatas, Jade e Mimi.

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